20 julho 2021

Sabia que gatos podem doar sangue?


Você sabia que os pets também podem doar sangue? Caso já saiba, o seu gatinho já doou sangue alguma vez?


              Assim como nos humanos, os animais também podem doar sangue. Existem diversos motivos para que um gatinho precise receber uma transfusão sanguínea, entre eles estão a anemia, doenças virais como o vírus da leucemia felina (FeLV), vírus da imunodeficiência felina (FIV – conhecida também como AIDS felina), micoplasmose (doença “da pulga”), acidentes com grande perda de sangue, entre outros.


              Os tutores do possível doador de sangue precisam ser indagados a respeito da idade, sexo, tipo de criação (indoor/domiciliado ou com acesso a rua), histórico de doenças, se já recebeu transfusão sanguínea, data da última doação de sangue, presença de outros animais na casa, etc. Além disso, o animal passará por exame físico minucioso, e ainda, exames de sangue para check up, incluindo teste de FIV/FeLV.


              Em resumo, para se tornar um doador, os gatos precisam atender a alguns critérios, são eles:

  • - Estar saudável
  • - Ser dócil (facilita o manejo)
  • - Ter entre 1 e 8 anos de idade
  • - Pesar mais de 4kg
  • - Ser negativo para FIV/FeLV
  • - Vacinação e vermífugo em dia
  • - Estar livre de ectoparasitas (pulgas e carrapatos)
  • - Ser criado domiciliado
  • - Nunca ter recebido transfusão sanguínea

 

Caso seu gatinho se encaixe nesses critérios e você tenha interesse que ele se torne um doador, converse com seu médico veterinário de confiança, pois a necessidade de doadores de sangue na rotina é mais comum do que a maioria das pessoas pensa.


O objetivo desse procedimento é reestabelecer o estado de saúde do paciente. Embora pareça ser algo simples, deve ser bem planejado para a segurança do receptor e do doador de sangue. Por isso, antes de realizar a transfusão, é realizado um teste de compatibilidade ou a tipagem sanguínea dos dois gatos a fim de evitar reações transfusionais.


Os animais também possuem tipos sanguíneos, assim como nos humanos, nos gatos temos os tipos: A, B e o raro AB. Embora a nomenclatura seja mesma, não é possível que ocorra doação de sangue entre espécies diferentes.


Para realizar o procedimento, o gato deve ser sedado, diminuindo o estresse do animal e permitindo uma coleta adequada, facilitando o procedimento. O local de preferência é na veia jugular (pescoço), já que este vaso sanguíneo tem grande calibre. Tanto durante quanto depois da coleta, o doador deve ser monitorado até que os efeitos sedativos passem. Em relação ao intervalo entre as doações, alguns autores relatam que é seguro realizar com 3 a 4 semanas, mas geralmente, recomenda-se de 2 a 3 meses.


Grandes centros já possuem bancos de sangue, mas é mais comum ter amostras de cães do que de gatos, isso porque a forma que deve ser realizada a coleta e armazenamento nos felinos é mais sensível que nos caninos, sendo mais susceptíveis a contaminação do sangue, por exemplo.


A importância da doação de sangue independe da espécie, seja em humanos ou animais. Espero que tenha conseguido tirar suas dúvidas e também, encorajar vocês a doarem um pouquinho de “vida” para quem precisa! Como já diz o slogan: “doe sangue, doe vida!”.

Foto: arquivo pessoal. 
Em memória de Yuri, doador de sangue. 
Foto autorizada pelo tutor.

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