18 junho 2020

O QUE VOCÊ PRECISA SABER SOBRE FIV E FELV! – PARTE 2

Este post é a continuação do anterior.


Como já comentei anteriormente, este vírus pertencente à família dos retrovírus, acomete exclusivamente felinos e uma vez que o gatinho se contamine, não há cura.

Como meu gatinho se contamina?

Enquanto a transmissão da FIV ocorre mais em brigas (mordeduras), a FeLV é mais em gatinhos que se dão bem – mas isso não é via de regra. E por que em gatinhos sociáveis?

Como já comentei anteriormente, este vírus pertencente à família dos retrovírus, acomete exclusivamente felinos e uma vez que o gatinho se contamine, não há cura.

Como meu gatinho se contamina?

Enquanto a transmissão da FIV ocorre mais em brigas (mordeduras), a FeLV é mais em gatinhos que se dão bem – mas isso não é via de regra. E por que em gatinhos sociáveis?

A saliva é a forma mais eficiente de transmissão e quando há boa interação social entre os felinos, eles costumam “dar banho” um no outro, aumentando a chance de contágio, mas mordidas também contaminam ok?

A disseminação também ocorre pelos potinhos de água e comida, e caixas de areia. Além disso, a mãe pode passar durante a gravidez (placenta), na amamentação e pelo hábito de lamber os filhotes.

Secreções nasais, fezes, urina, leite, agulhas e instrumentos contaminados (fômites), e transfusão de sangue também podem transmitir o vírus.

Quanto mais jovem um gatinho se contaminar, menor a expectativa de vida! Um gato que se contaminou ainda filhote, vive em média dois anos de idade.

Quais sintomas meu gatinho pode ter?

Alguns gatinhos podem demorar meses a anos até apresentar algum sintoma. Porém, assim como na FIV, os sintomas são bem inespecíficos podendo apresentar apatia, diminuição do apetite ou parar de comer, perda de peso e aparecimento de ínguas.

Conforme o avanço da doença, podem surgir tumores, leucemia, linfomas, anemia persistente, doenças nos olhos e pele, diarreia, alterações neurológicas, etc. Além disso, doenças oportunistas podem aparecer, pois a imunidade também é comprometida.

Como é o tratamento?

As recomendações básicas são basicamente as mesmas que na FIV. Manter o gatinho o mais saudável possível, com alimentação de boa qualidade, vacinação, vermífugos e antipulgas em dia, além de check ups frequentes com o médico veterinário de confiança.

Quando o gatinho começa a apresentar os sintomas, há variações de tratamentos entre eles, alguns vão necessitar de transfusões sanguíneas, outros de quimioterapia, estimulantes de apetite e imunidade, etc.

Como cada caso é único, cabe ao médico estabelecer a melhor conduta para cada paciente. Os testes para descobrir se seu gatinho possui o vírus são os mesmos que os usados para a FIV – snap test e PCR.

Considerações Gerais

É muito importante lembrarmos da nossa responsabilidade como tutores de animais, sempre frisarei isso aqui no blog!

Um gatinho que possui acesso à rua vive em média 6 a 8 anos, enquanto os que possuem criação indoor, ou seja, vivem apenas dentro de casa, a expectativa de vida aumenta para mais de 12 anos (já atendi uma gatinha de 20 anos!).

Gatos de vida livre estão sempre expostos aos perigos da rua: atropelamentos, intoxicações, maus tratos, sem falar das doenças – incluindo FIV e FeLV.

Caso seu gato possua FIV e/ou FeLV ou outra doença infecciosa, como tutor, você também tem a responsabilidade de manter este animal longe das ruas, tanto pela segurança dele quanto para diminuir a taxa de disseminação dessas doenças.

Sem falar que se o gato não é infectado, vocês também tem a responsabilidade de mantê-los em casa, para evitar a contaminação!

E quando um dos meus gatinhos deu positivo no exame?

Quando um gatinho é positivo para FIV e/ou FeLV, a família deve se conscientizar sobre alguns pontos. As duas doenças diminuem a expectativa de vida do animal, principalmente a FeLV.

Mas isso não significa que este gato não possa viver com qualidade de vida até que a doença se manifeste. Por isso a importância das visitas regulares ao médico veterinário.

Além disso, o ideal é que todos os gatos da casa sejam testados, pois nem sempre todos serão positivos. Após todos terem feito o teste, deve-se definir qual a vacina mais adequada para cada um e decidir se os gatos positivos serão separados dos negativos (por exemplo, cômodos diferentes da casa).

Importante lembrar que a vacina “contra” FeLV (quíntupla) protege em torno de 98%!

Sempre que adotar ou comprar um gatinho, deve-se fazer o teste diagnóstico antes de reunir com os demais animais da casa.

O ideal é fazer um período de quarentena (separado dos demais) de pelo menos 30 dias para a FIV e 60 dias para a FeLV para aí sim, realizar o exame, essa é indicação é por causa do tempo de incubação do vírus e até aparecer no exame; caso contrário, poderá ter um resultado que costumamos chamar de “falso negativo”.

Quero frisar que embora as duas doenças sejam graves, é possível sim dar uma boa qualidade de vida para este gato.

Infelizmente, muitas pessoas acham que gatinhos positivos estão condenados e por isso, muitos deles ficam aguardando para adoção e acabam ficando em abrigos até o fim da vida. Pensem neles com carinho quando for adotar um novo amigo!

Sei que esses dois posts ficaram bem extensos, mas é impossível não ficar visto a importância destas duas doenças.

Espero que tenha ajudado a sanar as dúvidas de vocês e principalmente, que tenha conseguido conscientizar os tutores, tanto sobre a importância da criação indoor e essas duas doenças, quanto sobre as adoções de gatinhos positivos – embora tenha falado brevemente.

 Abraço, Mai.

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