16 junho 2020

O QUE VOCÊ PRECISA SABER SOBRE FIV E FELV! – PARTE 1



Olá, gateiros de plantão! O assunto de hoje está no meu TOP 5 de mais importantes que todo tutor de gato deveria saber: FIV e FeLV.

Para quem nunca ouviu falar destas doenças e para aqueles que já ouviram falar, mas tem muitas dúvidas, estamos aqui para isso mesmo!

Então vamos lá!

Para iniciar, o que significa estas duas siglas?

FIV é o vírus da imunodeficiência felina, enquanto que FeLV é o vírus da leucemia felina. Estas duas doenças são retroviroses, encontradas pelo mundo todo, sendo duas das viroses mais comuns. Importante lembrar que o contágio ocorre apenas entre gatinhos. E infelizmente, uma vez que o gato contrai o vírus, ele não terá mais cura. Ou seja, a prevenção é sempre a melhor opção!

Para vocês entenderem, vou explicar sobre cada uma separadamente e em dois posts, iniciando pela FIV. Afinal, tem muita informação importante para passar para vocês!

Vírus da Imunodeficiência Felina – FIV

A FIV faz parte de uma classificação próxima ao HIV (isso mesmo, vírus da AIDS humana), inclusive é comum ouvir as pessoas chamarem de “AIDS dos gatinhos”. Lembrando que, como já comentei, este vírus acomete exclusivamente os gatos – tanto domésticos quanto selvagens!

Este vírus tem alta taxa de mutação, isto é, ele vai mudando com muita frequência e isso faz com que seja muito difícil conseguir produzir uma vacina eficaz. Tanto é que no Brasil não temos nenhuma disponível.

E como meu gatinho se contamina?

O vírus está presente na saliva do felino infectado que acabará contaminando outro animal através de mordidas, durante brigas ou acasalamento (pelo instinto de morder a nuca da fêmea durante a cópula).

Os machos são mais acometidos, mas todo gato de vida livre tem maior chance de contaminação. Gatas infectadas podem sofrer abortos ou parir filhotes mortos. Além disso, ela pode transmitir a doença durante a gravidez e na amamentação para os nenéns.

Quais os sintomas que meu gatinho pode ter?

Os sintomas não são muito específicos, eles podem ficar mais quietinhos (apáticos), ter febre, deixar de comer ou diminuir o apetite fazendo com que perca peso, aparecer ínguas (aumento dos linfonodos), problemas gastrointestinais, gengivites (quando as gengivas ficam bem vermelhas), ou então, podem ficar aparentemente saudáveis por meses ou anos até que comece apresentar sintomas.

Na fase mais avançada, a imunidade diminui muito (como a AIDS nos humanos), facilitando que outras doenças apareçam, das mais leves as mais graves, por exemplo, doenças de pele a câncer terminal.  

Uma doença oportunista que acho importante falar pra vocês é o complexo gengivoestomatite (uma inflamação em toda a boca, causando dor e não deixando o gatinho comer), diarreias persistentes e problemas respiratórios.

Como funciona o tratamento?

Como não há cura, o tratamento consiste em manter o animal saudável, com alimentação de boa qualidade, vacinação, vermífugos e antipulgas em dia e visitas frequentes ao médico veterinário. Como cada caso é único, cabe ao médico estabelecer a melhor conduta para cada paciente.

Para descobrir se o seu gatinho possui o vírus, leve ao médico veterinário de confiança para realizar o teste rápido (Snap Test) ou PCR, de acordo com escolha e necessidade de cada caso.

Continua no próximo post…

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